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Recordista Mundial Petrúcio Ferreira se prepara para competições na Europa

17/04/2018 < Voltar

Nesta terça-feira (17), o Núcleo de Alto Rendimento Esportivo de São Paulo (NAR-SP) recebeu o velocista paralímpico e recordista mundial da classe T47 (amputação em um dos braços) Petrúcio Ferreira para avaliações de força e potência, apenas dois dias depois dele quebrar o seu próprio recorde nos 100m rasos. O resultado, porém, não será homologado, pois o Comitê Paralímpico Internacional (IPC, sigla em inglês) não considera marcas sem que haja o controle de dopagem.

Petrúcio cravou a marca de 10’51 no Desafio de Atletismo CBAt/CPB. O recorde mundial prévio também pertencia ao paraibano de 21 anos: 10’53, conquistados no Mundial de Londres, em junho de 2017.

De acordo com o regulamento da competição, realizada pela parceria entre a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), o controle anti-doping estava previsto para ser feito pela ABCD (Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem). Por ter um caráter mais amistoso, de integração entre atletas e para-atletas e preparação para a temporada internacional, o anti-doping não foi feito nesta competição, o que é comum em eventos deste tipo.

A decepção, porém, não abalou Petrúcio. Agora, ele já está focado em sua próxima competição, o Open Brasil Loterias Caixa de Atletismo 2018, que será realizado no CT Paralímpico Brasileiro, em São Paulo, entre os dias 24 e 28 de abril. E já avisou: “eu ficaria feliz em igualar a marca de domingo”.

Além da competição em solo brasileiro no fim do mês, Petrúcio também já pensa em Opens Internacionais que serão disputadas na Europa no segundo semestre. Lá, porém, Petrúcio não pensa em nenhuma bater nenhuma marca específica. O foco é outro.

“Correr bem e subir no ponto mais alto do pódio. Na Europa, só o título interessa,” diz o paraibano.

Para alcançar seus objetivos, Petrúcio conta com a ajuda do NAR-SP. Ele acredita que, em 2018, trabalhará com o Núcleo sempre que estiver próximo de uma grande competição.

“Essas avaliações são de grande importância para a gente,” ele diz. “Com elas, sei o quanto evoluí até o momento e onde erramos, onde podemos acrescentar no meu treinamento, para conseguir sempre melhorar nossos resultados.”

 

Confira abaixo outros trechos da entrevista com Petrúcio Ferreira:

 

P: Como manter o foco após títulos importantes e recordes mundiais em 2016 e 2017?

R: Eu tento sempre lembrar de onde eu vim. É a melhor maneira de manter o foco no meu dia a dia, no meu treinamento, minha alimentação, meu descanso e minhas competições.

P:  Qual a meta para o Open Internacional no fim do mês?

R: Eu ficaria feliz em igualar minha marca de domingo, que foi de 10’51 (nos 100m).  

P: E no longo prazo, para os Opens Internacionais na Europa, qual a meta?

R: Correr bem e subir no ponto mais alto do pódio. Lá, apenas o título interessa.

P: Você hoje é o principal corredor de sua categoria e com certeza é “o cara a ser batido” em todas as competições. Como lidar com o favoritismo?

R: Às vezes é um pouco complicado. Alguns atletas da minha classe me encaram antes da prova, durante o aquecimento, sabendo que eu estou liderando o ranking mundial. Fica um pouco de rivalidade. Mas eu tento levar isso da melhor maneira possível. Chego na competição, ponho meu fone de ouvido, vou aquecendo numa boa para chegar lá na hora do tiro e dar meu melhor. É motivador, porque você sabe que está preparado para dar seu melhor, mas não sabe como foi a preparação dos seus adversários. Você sabe apenas que eles estão buscando o melhor para te passar na hora da prova.

P: Qual o benefício das avaliações aqui no Núcleo de Alto Rendimento Esportivo de São Paulo semanas antes de uma competição como o Open Internacional?

R: Essas avaliações são de grande importância para a gente. Com elas, sei o quanto evoluí até o momento e onde erramos, onde podemos acrescentar no meu treinamento, para conseguir sempre melhorar nossos resultados.

P: Você pretende voltar ao NAR-SP ainda este ano?

R: Isso fica mais com o treinador. Mas, provavelmente, conhecendo ele, sempre que eu estiver próximo de competições, ele vai querer, sim, me trazer até São Paulo para fazer estes testes.

 

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